segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Empresa cearense investirá cerca de R$ 45 milhões e instalará fabrica de trigo no Piauí

A empresa cearense Grande Moinho Cearense de produção de farinha de trigo irá investir cerca R$ 45 milhões de reais e instalará uma filial no Piauí. A empresa foi recebida em reunião nesta segunda pelo governador Wellington Dias no Palácio de Karnak.

Reunião do governador Wellington Dias com representantes da empresa Grande Moinho Cearense

A empresa será instalada no Polo Empresarial Sul, em Teresina. As obras de terraplanagem do terreno já começaram e a obra deve ser concluída até maio de 2020.

“Há muitos anos, o Moinho Cearense, conhecido pelo trigo Dona Maria e tantos outros produtos, é responsável pelo abastecimento da maioria das panificadoras do Piauí, assim como das do Ceará. Eles tomaram a decisão de implantar uma base da indústria no estado, um investimento importante, onde irão trabalhar a industrialização do ponto de abastecimento. Isso colocará o Piauí em um novo patamar, passando a abastecer outras regiões do Brasil. Significa crescimento da economia, ampliação de renda e geração de empregos, ou seja, mais desenvolvimento para o Piauí”, disse o governador Wellington Dias.

Wellington Dias durante reunião com representantes da empresa Grande Moinho Cearense

A previsão é que o empreendimento gere cerca de 400 empregos diretos e indiretos.

“Inicialmente seria uma indústria que atuaria apenas com o beneficiamento do trigo e empacotamento, mas decidimos construir o moinho aqui. Será uma produção de farinha de trigo local para atender toda a indústria de panificação do Piauí e Ceará, com expectativa de expandir para outros estados. Teresina fez a doação do terreno no Polo Empresarial Sul, onde vamos nos instalar. São 11.200 m², área que já possui infraestrutura adequada, mas que também faremos aumentar”, disse Claudio Fontenelle, representante da Grande Moinho Cearense.

Aproximadamente R$ 45 milhões de reais serão investidos no empreendimento.

“Estamos trabalhando na implantação da indústria há cerca de três anos, quando a empresa nos procurou com a proposta. A SDE tem buscado as melhores formas para a instalação das indústrias no estado, facilitando toda e qualquer parte de instalação, construção, inclusive a parte de incentivos fiscais. Também trabalhamos uma integração entre as várias entidades do governo e estamos buscando uma parceria com o Sistema S e com a Fiepi, na qual tentaremos fazer uma espécie de centro de convivência no polo empresarial, onde haverá qualificação profissional”, pontuou o secretário de Estado do Desenvolvimento, Igor Néri.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

População do Piauí cresce 0,27% e chega a 3,273 milhões de habitantes em 2019

A população do Piauí cresceu 0,27% entre 2018 e 2019 e chegou a 3.273.227 habitantes, segundo o IBGE. O crescimento representa um aumento de mais 8.696 habitantes no estado. Em 2018 a população do Piauí era de 3.264.531 habitantes.

População do Piauí é de 3.273.227 habitantes em 2019

Já a capital Teresina cresceu 0,39% e chegou a 864.845 habitantes, 3.403 pessoas a mais que em 2018.

A cidade com menor número de habitantes do Piauí é Miguel Leão, com 1.246 habitantes.

Já a população do Brasil cresceu 0,79% em um ano e chegou a 210.147.125 milhões de habitantes em 2019. Em 2018 eram 208.494.900 milhões de habitantes.

Acesse o link e veja a população da sua cidade.

domingo, 25 de agosto de 2019

Mesmo com uma dívida de mais de R$ 5 bilhões secretário defende novos empréstimos para o Piauí

O secretário de fazenda do Piauí, Rafael Fonteles, defendeu os pedidos de novas operações de crédito feitos pelo governo do estado. Os pedidos de crédito vem recebendo críticas da oposição, que alegam que o governo está comprometendo as futuras administrações ao endividar o estado.

Secretário de fazenda do Piauí, Rafael Fonteles

Segundo Fonteles, a divida do Piauí diminuiu nos últimos cinco anos e o Piauí é um dos estados menos endividados do país.

“É louvável o papel da oposição de fiscalizar, fazer seus alertas, o que nos ajuda a acertar mais. Ocorre que nesta questão de endividamento os dados são muito claros. O endividamento do Piauí nos últimos cinco anos diminuiu. Então como isso é possível se o estado faz novas operações de crédito? É possível porque o Estado paga mais dívida do que faz novas dívidas. Em 2019, especificamente, o Estado do Piauí paga R$ 700 milhões em dívida e recebeu de aportes novos de operação de crédito menos de R$ 400 milhões. Então a dívida diminuiu. O estoque da dívida diminui. O estoque do Piauí já era baixo, está mais baixo ainda. O Piauí pode e deve contratar novas operações de crédito para fazer frente aos investimentos que a população tanto deseja, tanto clama e só podem ser feitos com investimentos de operação de crédito, que podem ser feitos agora e serem pagos em 30 anos”, disse.

Segundo ele, a divida do Piauí está em mais de R$ 5 bilhões e representa menos de 15% do PIB piauiense, deixando o estado em situação confortável para fazer empréstimos.

“O endividamento do Piauí é muito baixo se comparado aos outros estados e se comparado a União. Não temos dúvidas de que o Piauí cumpre os requisitos legais e técnicos necessários para obter operações de crédito, enquanto na União o estoque da dívida se aproxima de 80% do Produto Interno Bruto (PIB), no caso do Piauí não chega a 15%. Colocando a grosso modo o PIB acima de R$ 40 bilhões e uma dívida na casa de R$ 5 bilhões é menos de 15% do PIB, enquanto a União chega a 80%. A dívida do Piauí diminui ao longo de cinco anos. O estado paga mais dívida do que contrai novas dívidas. O endividamento diminui mesmo com as operações de crédito”, diz Fonteles.

Ele ainda diz que a Secretaria do Tesouro Nacional usa uma política rigorosa para a classificação dos estados com relação a capacidade de pagamento, que a nota do Piauí é B e que o governo tem como meta manter a nota nos próximos anos.

“É algo sensato, algo prudente, é algo cauteloso e algo benéfico para a população. Não só a população atual, mas para as futuras gerações. Existe um tratamento rigoroso por parte do Tesouro Nacional que só concede garantia da União para quem faz o dever de casa. O Piauí é um dos estados da federação que tem nota entre A e B. Nossa nota é B. Vamos continuar vigilantes na questão fiscal para poder manter esta nota nos próximos anos. Isso é uma meta nossa, do governador Wellington Dias e da equipe econômica. Então as operações de crédito nesse atual momento são extremamente bem-vindas e importantes para a população do nosso estado”, disse.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Taxa de desemprego no Piauí sobe para 12,8% no segundo trimestre

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no Piauí subiu de 12,7 para 12,8% no segundo trimestre de 2019 em relação ao primeiro trimestre. A taxa de desemprego do estado seguiu uma tendência contrária a do Brasil, que caiu de 12,7% em março para 12% em junho. O desemprego caiu em 10 unidades da federação no segundo trimestre.

O desemprego caiu em 10 unidades da federação no segundo trimestre

Ainda segundo o IBGE, o Piauí tem a maior taxa de subutilização da força de trabalho, 43,3%, o estado é seguido pelo Maranhão, 41,0%, e Bahia, 40,1%.

Também segundo o instituto, o Piauí é o segundo estado com mais trabalhadores sem carteira assinada, 48,0%, o primeiro é o Maranhão com 49,7%.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Paulo Zottolo quer pedir desculpas ao Piauí doze anos depois de declaração polêmica

O executivo Paulo Zottolo esteve a frente de grandes multinacionais como Nivea e Philips, mas ficou conhecido nacionalmente depois de um comentário infeliz em relação ao Estado do Piauí. Em entrevista concedida em 2007, ele afirmou que se o Estado deixasse de existir ninguém ficaria chateado. Na época, a comoção foi geral. Doze anos mais tarde e com alguns negócios engatilhados, ele decidiu voltar ao assunto para colocar uma pá de cal no episódio. "Foi o maior tropeço da minha vida", avalia Zottolo.

Em 2007 Paulo Zottolo disse que se o Piauí deixasse de existir ninguém ficaria chateado

Para ele, a polêmica não o afetou profissionalmente, mas arranhou sua imagem na sociedade. "A repercussão dentro da Philips não foi grande, mas no País fui considerado uma pessoa preconceituosa, o que não sou." Hoje, olhando para trás, ele avalia que o episódio o ajudou a crescer pessoalmente. "Quando você tem muito poder, você acha que é o dono da verdade, é prepotente. Mas aqui ninguém é melhor que ninguém."

Para virar a página, o executivo quer visitar o Piauí, se encontrar com o governador e falar na Assembleia Legislativa para - novamente - pedir desculpas públicas. Na época, Zottolo tentou se retratar por meio de publicações nos principais jornais da região e diretamente com o governador Wellington Dias (PT). Agora, num momento em que a sociedade está dividida, ele viu oportunidade de voltar ao tema e levantar uma bandeira branca.

"O Brasil vive hoje uma forte polarização. Vejo uma raiva muito grande entre as pessoas, como nunca tinha visto enquanto morava aqui. Antes o Brasil era simpático", diz ele. Zottolo fez parte do movimento Cansei - uma espécie de Vem pra Rua pré-redes sociais -, em oposição ao governo Lula. "Foi um movimento certo na hora errada. Hoje a sociedade sabe o poder que tem. Naquela época, não sabia."

Desde 2010, o empresário vive em Miami, no Estados Unidos. Um ano após a declaração polêmica sobre o Piauí, o executivo foi substituído na presidência da Philips. Depois disso, teve uma rápida passagem por uma empresa de eventos e entretenimento até decidir se enveredar pelo mundo do empreendedorismo. Em Miami, criou uma empresa de bebidas, vendida há dois anos.

De lá para cá, Zottolo deu consultoria, criou uma empresa de sorvetes que ainda será lançada nos Estados Unidos e está montando um fundo de venture capital com três sócios: uma brasileira, um americano e um inglês. O objetivo é captar entre US$ 30 milhões e US$ 40 milhões para investir em startups no Brasil e em Israel. O processo de captação já foi iniciado e a expectativa é começar a operação entre outubro e novembro.

Fonte: Estadão
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